Magnus Carlsen é o maior enxadrista de todos os tempos?

Há cerca de dois meses atrás fui questionado aqui no blog, qual seria o maior enxadrista de todos os tempos.

Um semi-leigo no assunto responderia facilmente: Gary Kasparov. Em um levantamento com mais argumentos, como O Fino da Bola fez, chega-se a essa conclusão, por todo histórico extenso de sua carreira.

Mas o dado que tornava  praticamente indiscutível essa escolha era o rating, 2851 pontos, jamais atingido por alguém e onde ele pareceu durante anos pouco ameaçado. Apesar dos muitos outros pontos cruciais atingidos por Kasparov no seu conceito de maior do mundo, esse parecia o pilar fundamental.

Belo trabalho executado pela equipe com o prof. João Braga!

O assunto também foi abordado no excelente PDF 124, onde eu e Clayton Montanha entrevistamos o prof. João Braga. E é um assunto muito, mas muito discutível

Eis que 2012 – ano do fim do mundo? – um jovem que com 13 anos se tornou grande mestre internacional, e hoje com 22, está prestes a atingir esse rating: o norueguês Magnus Carlsen.

Nascido em Tonsberg, com apenas 14 anos de idade, foi chamado pelo The Washington Post, um dos jornais de maior circulação e mais conceituados do mundo, o “Mozart do Xadrez“.

Carlsen, que trocou o futebol pelo xadrez, vence seus adversários de maneira incontestável e avassaladora. Com apenas 19 anos, tornou-se o mais jovem número um do mundo, no ranking da FIDE. Já possui filmes e livros publicados sobre sua curta carreira até aqui.

Hoje, na página da FIDE, ele está há apenas 3 pontos do recorde de Kasparov, mas é praticamente inevitável que ele passe.

Aí, deixo duas questões no ar:

1. Carlsen é melhor que Kasparov?

Em 2004, enfrentaram-se em Raikjavik, Islândia: deu empate!

2. Quais são os parâmetros de comparação entre os enxadristas, que são de gerações completamente distintas, principalmente em relação ao desenvolvimento cognitivo desde o nascimento, levando em conta a questão tecnológica e político-cultural de seus países de origem?

Aos que gostam de estatísticas, contam-se os dias para Magnus Carlsen tornar-se o melhor de todos os tempos. Mas para o meio conhecedor do assunto, a discussão é duradoura, e ainda envolve outros nomes, como o cubano Capablanca.

Melhor de todos os tempos?

Vale a pena pensar no assunto!

Videogame quer ser considerado esporte olímpico

Logo que acordei na segunda-feira, li um artigo que me estarreceu.

Sempre digo que estamos chegando ao ápice da inteligência e da mediocridade humana ao mesmo tempo.

Fui um crítico ferrenho quando colocaram o pôquer no casting dos esportes da mente, e não me dobrarei – pessoalmente, não como blogueiro – nem um pouco dessa opinião. Mesmo sendo amigo e admirador de André Akkari desde a adolescência.

Agora me deparo com uma notícia do UOL onde existe um abaixo assinado em mais de 130 países (certamente de todos continentes) que pedem a inclusão do vídeo-game como modalidade olímpica.

Meu Deus! Como a mente humana é capaz disso!

Final do Super Mário nas Olimpíadas de 2020? Comédia…

Dessa forma, sugiro que exista uma delimitação legal e de ordem mundial para o que é um esporte. Aquela velha máxima da filosofia grega “mente sã em corpo são” está caindo por terra?

Não digo que o vídeo-game não tenha serventia. Pelo contrário, usa muita percepção, agilidade, raciocínio lógico. Mas por favor, cada um no seu quadrado!

Video-game é diversão. Imaginem: AMANHÃ, GRANDE DISPUTA PELA MEDALHA DE OURO NO STREET FIGHTER! Nada de preparo físico, nada de olhos nos olhos.

Parem as máquinas que eu quero descer! Armagedon!

Papo do Fino PodCast de Futebol e Esportes Programa 124 Especial Xadrez: Entrevista com o prof João Carlos Braga

No ar, o Papo do Fino, úúúlll podcast do Futebol e Esportes do blog O Fino da Bola.

Nesse programa Clayton Montanha e Rodrigo Bronquinha direto do clube do xadrez em São Paulo entrevistam o Professor João Carlos Braga.

Uma papo sobre todos os desdobramentos do jogo histórico, o clube do xadrez, os esportes da mente e educação em geral…

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Clube de Xadrez São Paulo: vale a pena conhecer

Quando tive a ideia de começar a escrever sobre os esportes mentais, estava certo que o público seria bem mais reduzido do que em relação a qualquer outra coluna, sejam postagens noticiosas, bolão, podcasts, ou qualquer outro.
Como professor, tenho uma concepção bastante dura sobre isso: os políticos não seriam capazes de manipular uma massa culta. Assim, ópio a eles!
Mas não desistimos. Nosso blog segue firme e forte na luta.

Fachada do edifício do Clube do Xadrez, na rua Araújo

E na sexta-feira passada fomos visitar o CLUBE DE XADREZ SÃO PAULO para entrevistar o prof. João Carlos Braga, um dos mais importantes – senão o mais – professor de xadrez do Estado de São Paulo, quiçá do Brasil. O podcast deve ir ao ar na quinta-feira.
Mas vamos falar sobre a visita e sobre o Clube de Xadrez São Paulo.
Chegamos lá por volta das 19h30. O clube fica na Rua Araújo, 154, no centro, muito próximo do metrô República. O acesso é muito fácil de transporte coletivo, e para quem for de carro, existem dois estacionamentos muito próximos (um deles 24 horas), mas ambos de valores bastante salgados.
Quando chegamos, fomos direto às escadarias, que ficam bem à vista no prédio – que fora um “edifício-garagem” antes de abrigar o clube – ao chegarmos. Mas não faça isso. Ao lado esquerdo da escada, não andando mais que dez passos, encontramos os elevadores que dão acesso a um dos quatro andares do clube. O mezanino é a única parte do edifício que não pertence ao clube.
Fomos ao encontro do Sr. Marius van Riemsdijk, secretário do Clube de Xadrez São Paulo e também professor de xadrez, que nos passou algumas informações.
Maiores detalhes devem ser conferidos no site do clube, no http://www.cxsp.com.br ou pelo telefone 3259-6442.

O Clube tem um pequeno acervo de livros: uma carência brasileira!

O Clube do Xadrez é uma entidade sem fins lucrativos, que possui um apoio privado da Semp Toshiba, empresa de eletrônicos japonesa.
Para associar-se ao clube, deve se preencher uma ficha pessoal, além de pagar uma taxa de matrícula. Após, apenas as mensalidades que deixam livre o uso do clube, que pode ser de quarta à domingo, das 16h às 21h, exceto às sextas-feiras, que fica até as 23h.
As mensalidades custam R$ 30, e para menores de idade têm 50% de desconto, sendo que é necessária autorização dos pais.

Um grande problema do xadrez no país, que também foi abordado no podcast, é a falta de torneios de grande porte no país. Isso passa, logicamente, por questão de patrocínio e recursos.
Mas o clube realiza seus torneios internos. No dia da visita, os associados disputaram um Mini Open de 15 minutos por jogador. E segundo Marius, sábado a tarde existe o torneio relâmpago, de 5 minutos por jogador (a questão do tempo será abordada no podcast).
Conversei com Marius ainda sobre a questão do incentivo ao xadrez, e ele citou a importância da Galeria do Xadrez Borba Gato, na Zona Sul, o centro cultural da Vergueiro, bastante tradicional, e as Fábricas de Cultura da Prefeitura, onde oferecem cursos de xadrez. Além disso, alguns clubes trabalham o xadrez no departamento de esportes amadores, como por exemplo, o Espéria e a AABB.

Espaço de disputas

As Fábricas de Cultura oferecem os cursos segundo o quadro abaixo:
Unidade Manhã (09h às 12h) Tarde (14h às 17h)
Itaim Paulista Terça Quinta
Parque Belém Quarta e Sexta Quarta e Sexta
Sapopemba – Quarta e Sexta
Vila Curuçá Quarta e Sexta Quarta e Sexta
*As unidades Jardim São Luís e Vila Nova Cachoeirinha ainda não oferecem cursos de xadrez.

Mais do que uma postagem, aqui está firmado pelo Fino da Bola o compromisso pela busca do crescimento do xadrez e dos esportes mentais, não apenas como esporte, mas como ferramenta complementar no processo de ensino-aprendizagem do indivíduo e modificação da estrutura da sociedade.

O maior enxadrista do mundo

Não é muito fácil abordar esse assunto. Mesmo pesquisar, torna-se relativo, pois o tempo se encarrega de dar margem à interpretações distintas. De duelos que poderiam ter ocorrido, como por exemplo, de Kasparov e Capablanca.

O cubano Capablanca: mito pioneiro

Outro fato importante para identificar essa situação difícil é a distinção etária. E que não se julgue a experiência e tarimba no esporte como algo indiferente. Não é um fator fundamental, mas possui grande relevância. Apesar que, muitos dos grandes nomes do xadrez se destacam desde cedo, e não após algum tempo comendo poeira de adversários mais experientes.

É duro, mas a grande base para tal é o ranqueamento da Federação Internacional de Xadrez e seu sistema de pontuação. Porém, esse é um dado que remete a estatísticas, e sabemos que elas podem mentir. Embates que nunca ocorreram poderiam definir. Mas qualquer colocação definição seria mera ilusão: não existe um “Pelé do xadrez“, que sobre em cima dos demais.

Uma outra questão é em relação a disputas e ranqueamentos. Os fatos são recentes. Como já abordado em postagem anterior, sobre a história do xadrez, a origem do esporte remete há muitos anos atrás (sequer esporte era), mas a competitividade é relativamente recente.

Mas se há que se apontar um maior de todos, ele é o azerbaijanês – inclusive ativista político - Garry Kimovich Weinstein, ou simplesmente Garry Kasparov, ex-campeão mundial de xadrez pela ex-União Soviética, nascido em 1963. Escolheu o xadrez aos 15 anos, quando na Bielorrússia, foi aceito como exceção em um torneio onde não era aceito pela sua idade, e acabou vencendo.

Um dos métodos de determinação quantitativa do poder dos enxadristas é o Rating ELO, criado pelo físico húngaro de mesmo sobrenome, justamente na busca da quantificação do poderio desses Grandes Mestres. Kasparov ostenta 20 anos seguidos na ponta, de 1986 a 2005, quando se aposentou.

Acha pouco?

Pois bem. Ele também ostenta a maior pontuação, com 2851 pontos, atingido em julho de 1999, valor jamais atingido por outro enxadrista. Detalhe: em toda história, apenas 5 enxadristas ultrapassaram a marca dos 2800 pontos: O búlgaro Veselin Topalov, nascido em 1975, atingiu 2813. No mesmo ano, o russo Vladimir Kramnik atingiu 2811. O norueguês Magnus Carlsen, nascido em 1990, chegou a 2810. E o quinto e último, também considerado um dos maiores enxadristas de todos os tempos, também por manter seu alto nível por longo período é o indiano Viswanathan Anand, nascido em 1969, que chegou a 2803.

Outros nomes bastante conhecidos como Vassily Ivanchuk, Anatoly Karpov e Robert Fischer, por exemplo, nunca atingiram 2800 pontos.

Ainda não está convencido? Existe o Chess Oscar, que é o Oscar do Xadrez, como o próprio nome já diz. O prêmio é dado desde 1967 ao melhor enxadrista do ano. E ele venceu “só” onze vezes. Apesar que neste título, ele tem um perseguidor bastante próximo: o seu maior rival, Anatoly Karpov, numa disputa que mesmo assim ele vence por 11×9.

Em 1980, com apenas 17 anos, ele passou a fazer parte do seleto clube dos grandes mestres mundiais de xadrez, até então, restrito a quinze profissionais denominados pela FIDE (Fédération Internationale des Échecs, em francês, ou Federação Internacional de Xadrez). Foi o campeão mundial de xadrez mais novo da história, batendo Karpov aos 22 anos.

Ele aposentou-se em 2005, e se dedica à ostensiva atividade política contra o governo russo – já que ele é naturalizado russo, tendo já sido detido algumas vezes.

Kasparov em ação em Nova Iorque em 2002!

Contudo, ele carrega uma marca que pode ser negativa: a derrota para o computador Deep Blue (corrigido pelo leitor João Carrieri) que para muitos, teria sido um dos motivos da sua aposentadoria. Ele, por sua vez, defende-se, reclamando que não pôde estudar Deep Blue, enquanto o PC estudava Kasparov há tempos.

De qualquer forma, ele não parece inatingível, mas certamente, pode ser apontado como o maior enxadrista de todos os tempos.

Xadrez e sua origem

O xadrez é um dos jogos mais populares do mundo, sendo praticado por milhões de pessoas em torneios (amadores e profissionais), clubes, escolas, pela internet, por correspondência e informalmente. Há uma estimativa de cerca de 605 milhões de pessoas em todo o mundo que sabem jogar xadrez e destas, 7,5 milhões são filiadas a uma das federações nacionais que existem em 160 países em todo o mundo, o que mostra sua altíssima difusão.

É um dos jogos que exigem maior poder de concentração e raciocínio entre todos os esportes do universo. Seu nível de dificuldade elevado em termos de estratégia faz dele um dos mais disputados jogos que existem quando embatem-se adversários de alto nível.

Note que no tabuleiro de chaturanga, rei não fica na frente de rei

Apesar de muita controvérsia (muitos indicam origem no antigo Egito e até na China), sua origem remonta um jogo indiano do século VI, o chaturanga, e depois de difundido na Pérsia ganhou o mundo. Esse jogo já possuía a mesma disposição em tabuleiro (que era monocromático) e peças similares, cujos nomes mudavam: ao lado do rei, ficava o conselheiro (no lugar da dama); o elefante estava no lugar do bispo e a torre também poderia ser chamada de carruagem. A linha de peões, em frente, era a infantaria. Assim, percebe-se que no tabuleiro seria travada uma guerra.

A movimentação do chaturanga possui algumas similaridades com o xadrez:

O Rei (ràja) pode se mover uma casa para qualquer lado, podendo também fazer um único movimento de Ashva durante a partida desde que não tenha sido ameaçado (posto sob cheque) antes;
O Conselheiro (Mantri) move uma casa na diagonal;
O Elefante (gaja) move duas casas na diagonal, podendo saltar uma peça que esteja no caminho.
O Cavalo (ashva) se move em “L”, fazendo um movimento equivalente à diagonal de um retângulo de 3×2 casas;
A Carruagem (ratha) move para frente, para trás ou para os lados, quantas casas o jogador quiser;
O Peão (padàti) move uma casa para frente, e captura em uma casa para a diagonal (para frente e para a direita, ou para frente e para a esquerda, nunca para trás).

Outro fato relativo ao peão é que, como no xadrez, quando ele chega ao fundo, ele pode ser promovido. A diferença em relação ao xadrez é que ele só pode ser promovido a mesma peça que era de origem na casa onde chegou. E com isso vem a restrição que, essa mudança só pode ocorrer caso ele já tenha perdido a peça.

As modificações nas regras só começaram muitos anos depois, por volta do ano de 1200, na Europa, dando origem ao jogo assim como o conhecemos nos dias de hoje. As regras modernas foram adotadas primeiramente na Itália ou Espanha (há divergências nas fontes): os peões adquiriram a capacidade de mover-se por duas casas no seu primeiro movimento e de tomar outros peões en passant, enquanto bispos (antigos elefantes) e damas (antigo conselheiro) obtiveram sua mobilidade atual (de movimentos livres em número de casas).

Tabuleiro de xadrez moderno perdeu sua monocromaticidade

Com as mudanças, a dama passou a ser a peça-chave do jogo. Estas mudanças rapidamente se difundiram por toda a Europa Ocidental, com exceção das regras sobre o empate, cuja diversidade de local para local somente se consolidou em regras únicas no início do Século XIX.

O Dia Internacional do Enxadrismo é comemorado todos os anos no dia 19 de novembro, data de nascimento do cubano José Raúl Capablanca y Graupera, considerado um dos maiores enxadristas de todos os tempos e o único hispano-americano a se sagrar campeão mundial. No Brasil, o I Congresso Brasileiro de Cultura e Xadrez instituiu o dia 17 de agosto como o Dia Nacional do Livro de Xadrez.

O chaturanga é conhecido por também ser pai de outros esportes similares ao xadrez, como o Xiangqi (xadrez chinês), o Janggi (xadrez coreano),  o Shogi (xadrez japonês) e o Makruk (xadrez tailandês).

Enxadristas árabes

Vale dizer que a China reivindica a origem do xadrez em sua literatura, uma vez que existem algumas evidências de que o xadrez foi primeiramente inventado na China em 204-203 a.C. por Han Xin, um líder militar, embora a maioria dos especialistas não aceite essa tese. Há duas referências ao xadrez na antiga literatura chinesa. A primeira foi de uma coleção de poemas conhecida como “Chu Chi” durante a dinastia Chou (1046 – 255 a.c.). A segunda é de um famoso livro conhecido como “Shuo Yuan”. Ambos são bem conhecidos na literatura chinesa.

Associação Brasileira de Esportes Intelectuais – ABRESPI

A III Edição dos Jogos Mundiais da Mente não tem casa definitiva, mas pode ser no Brasil.

E o primeiro passo para a efetivação desse evento, que tornaria-se mais um no epicentro esportivo que se tornará o Brasil no meio dessa década passa pela fundação da sua associação, ocorrida no final de setembro de 2011.

O site da ABRESPI - Associação Brasileira de Esportes Intelectuais – possui algumas informações, mas ainda está longe de ser um site completo, talvez pela falta de apoio (como é um costume no desporto nacional), por ainda não ser capaz de atrair grandes mídias. Mesmo assim, quando da fundação, houve participação de representantes das mídias sociais e da Brunoro Sports Business, o que se pode considerar relevante para o evento.

O evento contou com a presença de de Patrick Nally, representando a IMSA/ Mind Sports Partners e Francisco Gordillo, da Mind Sports Partners, além de representantes das Confederações nacionais dos cinco esportes da mente: xadrez, damas, go-in, bridge e pôquer (especificamente do Texas Hold´em).

Todas etapas do planejamento e dos trabalhos foram delineados, e no que depende d´O Fino da Bola, a Associação será amplamente divulgada, bem como a prática de seus esportes.

A diretoria foi nomeada da seguinte forma:

Presidente Darcy

Darcy Gustavo Machado Vieira Lima, como Presidente;
Ernesto D’Orsi como Primeiro Vice-Presidente;
Lélio Marcos Luzes Sarcedo como Segundo Vice-Presidente;
Yukio Hiramatsu como Terceiro Vice-Presidente;
Pedro Trengrouse Laignier de Souza como Secretário-Geral.

Vale ressaltar que além de ícones dos esportes, como Darcy (fide trainer em xadrez), ou Lélio Marcos, campeão brasileiro de damas aos 15 anos, a ABRESPI tem em Ernesto D´Orsi, executivo de grandes empresas nacionais e multinacionais, como a Multileve e Interprint.

Ou seja: tem tudo para vingar. Que o tempo, a nossa economia e as mídias os ajude nessa empreitada!

Lille 2012: II Jogos Mundiais da Mente

Em agosto ocorreu a segunda versão dos Jogos Mundiais da Mente, desta vez ocorrida em Lille, na França.

Mais competições foram realizadas em relação à primeira edição, de 2008, na China.

A para quem acha que somente olhinhos puxados medalham, ou que os americanos são bons no assunto, é bom mudar seus conceitos. Os americanos por exemplo, terminaram em 16º lugar, com apenas uma medalha (mesmo número de medalhas que Camarões, só que os americanos conseguiram prata e Camarões bronze).

As competições de xadrez são amplamente dominadas por chineses, que levam quase 100% das medalhas, sobrando uma prata e um bronze para os forasteiros vietnamitas e honconguês (que por sinal, também são chineses).

As competições de go-in também são dominadas por chineses, mas desta vez, não da República Popular, mas de Formosa (Taipei), que não dominam com o mesmo massacre que seus “pais”, mas também levam boas partes das medalhas. Mas o Japão roubou um outro na competição de duplas.

Mas é em outro esporte que o domínio sino cai por terra. Xadrez e go distribuem 5 jogos de medalhas cada. Nos jogos de damas são distribuídas 16 medalhas. O domínio é amplo das ex-repúblicas soviéticas Rússia, Ucrânia, Turcomenistão, Letônia e Belarus, mas Itália e Holanda beliscam medalhinhas aqui e ali. Aqui que Camarões beliscou um bronze, no jogo rápido por equipe feminino.

Fechando as medalhas, o bridge distribui apenas 3 jogos de medalhas (9 ao todo, para 8 seleções), onde apenas a Polônia besliscou duas: bronze no feminino e prata no aberto. Até Monaco levou um bronze (aberto). Inglaterra (feminino), Hungria (masculino) e Suécia (aberto) levaram os ouros.

Segue o quadro de medalhas:

E para 2016, o Brasil pleiteia sediar os jogos, com muita torcida para o pôquer, já reconhecido como esporte da mente, fazer parte das competições. Para isso, precisa de uma associação forte, e a criação da Associação Brasileira de Esportes Intelectuais (ABRESPI) é o primeiro passo para isso…

Esportes da Mente: algo a mais…

A filosofia é uma ciência muito antiga. E muito se divagou em toda história sobre o homem.

E numa dessas divagações, o poeta romano Juvenal soltou essa: “Mens sana in corpore sano”, a famosa frase “Mente sã em corpo são”.

E hoje é uma verdadeira mania o culto ao corpo, à vida saudável. Claro, é algo de extrema importância.

Mas a mente, via de regra, é deixada de lado.

Pequim 2008

Os esportes da mente são algo a parte do contexto esportivo: o corpo é mero detalhe: a mente rege a disputa. E a Associação Internacional de Esportes da Mente (IMSA) é quem rege o desporto, que teve seus primeiros jogos (Jogos de Esportes Mentais) disputados em 2008, em Pequim, China.

Muitos podem se surpreender com os resultados…

As federações que formam a IMSA – indicados seus respectivos esportes – são as federações internacionais de xadrez, bridge, damas, go e pôquer.

76 países foram representados ao todo, inclusive o Brasil, e visto a educação formal que temos, é óbvio que nosso desempenho passou desapercebido.

O desempenho pífio americano também não me surpreende, pois apenas para aqueles que não conhecem as estruturas de ensino e incentivo aos esportes da mente pelo mundo, sabem que isso não é prioridade nos EUA, que se notabiliza por formação profissional.

Lille 2012

Amanhã, dia 23 de agosto se encerra a edição de 2012, em Lille, França. E o Brasil, que já tem sua Federação devidamente fundada, pretende sediar em 2016. Pra que? Para se manter no cenário mundial, só se for…