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Diário da Copa das Confederações: Brasil x Japão

Continuando o Diário da Copa das Confederações

Depois de todo o problema para a retirada do ingresso relatado anteriormente, somente durante a semana li a entrevista do diretor de marketing da FIFA dizendo que era possível registrar uma procuração em cartório nomeando outra pessoa para retirar os ingressos. Aproveitando que um amigo viajaria para Belo Horizonte, pedi para ele retirar os ingressos.

Com o problema dos ingressos resolvido, verifiquei que a categoria que eu havia comprado, Categoria 2, estava localizado atrás do gol. Esse é outro problema na hora de comprar os ingressos, porque a fifa não disponibiliza o mapa do estádio e a explicação que ela dá no livrinho junto com os ingressos é genial… Lá diz que a categoria 1 é o preço mais elevado e localizado em áreas nobres do estádio, a categoria 2 está localizada fora da categoria 1 e a categoria 3 fora das categorias 1 e 2 (!).

Viajei no dia do jogo e o voo, que inicialmente estava marcado para 08h30 e algumas semanas antes foi alterado para 08h10, só decolou 09h10. No avião havia uns 15 passageiros com a camisa da seleção – isso reforça a necessidade de ter alguns postos de troca fora das cidades sede.

O aeroporto de Brasília está com algumas reformas e tem alguns tapumes perto do desembarque, mas pelo menos não prejudica os passageiros. Um problema é que não existe nenhuma placa informando onde fica a praça de alimentação, que por sinal é grande.

Durante o trajeto até o hotel, só depois de alguns quilômetros apareceu uma placa indicando o sentido do estádio, o que deveria ter acontecido já na saída do aeroporto porque Brasília, com suas asas norte e sul, quadras e blocos, é uma cidade complicada para quem vem de outro estado.

O trajeto do hotel para o estádio foi feito a pé e a caminhada até lá foi tranquila. Havia muitos policiais perto do Mané Garrincha. Mas quando estava bem próximo do estádio, nesse momento a polícia começou a jogar bombas de efeito moral nos manifestantes e vi que no ponto onde as bombas foram atiradas existiam torcedores e algumas famílias indo para o jogo.

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Perto da entrada voluntários orientavam os torcedores em qual direção seguir para entrar no portão indicado no ingresso.

A entrada foi tranquila, tanto no primeiro ponto – onde era necessário passar no detector de metal – quanto na catraca. Um ponto interessante é que qualquer pessoa sem ingresso poderia passar pelo detector de metais e ficar na área interna do estádio, onde ficam as barracas que vendem comidas e bebidas, a loja de produtos oficiais e os stands dos patrocinadores do torneio.

O preço das comidas e bebidas era bem alto, uma cerveja de 473 ml custava R$9 a nacional e R$12 a marca americana. Refrigerante e água custavam R$6, um cachorro quente, que estava praticamente frio, R$8 e uma pipoca R$10.

Depois de passar pela catraca, o local de venda de comidas e bebidas dentro do estádio estava bem tumultuado e ficou assim até o início da partida. Algumas pessoas levaram quase 30 minutos para serem atendidos.

Não vi nenhum problema com relação aos assentos, todos respeitaram e quem chegou bem próximo do início do jogo encontrou o seu assento vazio. Os banheiros estavam bem limpos, não havia tumulto e até enxaguante bucal tinha, mas no momento que eu usei não tinha mais papel.

Uma competição internacional, com preços bem elevados, acaba levando ao estádio pessoas que nunca foram a um jogo de futebol. Antes de procurar o meu assento, parei perto da entrada para tirar fotos e depois de pouco mais de um minuto em pé uma torcedora pediu para eu sentar senão ela não conseguiria ver o jogo! O pedido seria válido se o jogo já houvesse começado, mas ainda faltavam 45 minutos para o início e no campo os jogadores estavam fazendo o aquecimento.

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Durante a escalação da seleção todos foram aplaudidos, somente Felipão foi vaiado. Todo o jogo é exibido no telão, inclusive os replays. Quando acontece algum lance polêmico não é exibido o replay.

Após cinco minutos do apito final, o estádio estava praticamente vazio. Como existem várias áreas de acesso ao estádio,  isso facilita muito a saída dos torcedores e tudo correu normalmente.

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Claro que ainda falta terminar o entorno, com algumas obras, mas o estádio ficou muito bonito com telões e sistema de áudio muito bons. O problema é que para tudo isso funcionar foram gastos R$1,5 bilhão em uma obra que foi orçada inicialmente em $750 milhões. E mais, não vejo como um estádio com capacidade para 70 mil pessoas possa ser utilizado em Brasília após a Copa do Mundo.

Daqui a alguns dias terá mais um post sobre o jogo no Mineirão.

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