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Diário da Copa das Confederações: Brasil x Uruguai

Em Belo Horizonte pela terceira vez, mas dessa vez para assistir um bom jogo e com muitas pessoas vindo de outros estados, já deu para perceber a desorganização logo no início. Troquei minha passagem às 11h30 e fui informado que o horário mais próximo seria às 13h. Com a passagem para às 13h, resolvi ir até o local de partida dos ônibus e o ônibus que iria sair meio-dia estava praticamente vazio e perguntei ao motorista se era possível embarcar naquele ônibus e ele me informou que já havia fila de espera.

Ao meio-dia ele fez a contagem dos passageiros e havia mais de 20 poltronas vazias e consegui embarcar nesse ônibus. Não entendi qual é a dificuldade da empresa em reservar o número de passagens de acordo com o número de poltronas e quando atingir esse número começar a imprimir passagens para o próximo horário.

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O trajeto até o Mineirão foi relativamente tranquilo. Somente em um determinado ponto da rodovia que vai até Belo Horizonte, uma manifestação estava começando a se formar, mas como o número de pessoas ainda era pequeno deu para o ônibus passar.

Dessa vez o ônibus parou dentro da área bloqueada pela polícia e a distância para o Mineirão foi menos de 1Km. Perguntei para uma voluntária se o embarque ao término do jogo não seria alterado devido as manifestações e ela disse que dessa vez não seria porque a polícia tinha cercado a área e dessa vez não deixaria os manifestantes passarem.

Com os vários locais de aceso, a entrada ocorreu normalmente e não tinha filas para entrar no estádio. Dentro do estádio um pouco antes da partida começar e durante a partida, Galvão Bueno foi “homenageado” por todo o estádio.

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Na saída do estádio, a mesma confusão do jogo anterior. Uma saída foi fechada e mandaram todos os torcedores saírem pelo lado sul. Além da caminhada pela esplanada ser longa, aproximadamente 15 minutos, pois é preciso dar meia volta em torno do estádio a saída estava completamente lotada e aí começou as várias informações para se chegar até o local de saída dos ônibus para o aeroporto. Um voluntário disse que os ônibus estariam estacionados próximo a saída. Como não tinha nenhum ônibus próximo a saída, perguntei a outra voluntária e ela disse que tinha que descer a rua e virar a direita. Fui descendo até chegar em uma praça e uma voluntária disse que os ônibus sairiam daquele lugar e encontrei até uma fila formada no local e isso eram 18h30.

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O tempo foi passando e a cada momento a voluntária dizia uma coisa diferente. Em um momento era a manifestação que estava impedindo a passagem dos ônibus, em outro era que os ônibus tinham conseguido passar pela manifestação e já estavam chegando. Após uma hora o pessoal começou a se exaltar porque alguns tinham voo às 21h e naquele momento eram 19h30. Só nesse momento é que apareceu um ônibus coletivo e todos que estavam lá embarcaram achando que aquele ônibus iria para Confins, mas o ônibus nos levou até o ponto onde havia sido marcado quando chegamos ao Mineirão.

Todo esse problema foi causado porque a empresa que fazia o transporte tinha um acordo ou com a prefeitura de BH ou com o governo de MG. Então eles tiravam uma cópia do ingresso, davam a passagem de graça e depois eram reembolsados. Como não tinha outra van para ir até o ponto onde nós estávamos para tirar as cópias dos ingressos, o gerente da empresa não liberou os ônibus para passarem no local onde nós estávamos. Uma tremenda falta de respeito e desinformação com pessoas que tinham vindo de outros estados somente para assistir a partida e precisavam chegar ao aeroporto rápido porque todos tinham voo de volta marcado para o mesmo dia. Com toda essa confusão, o ônibus só saiu às 20h chegando ao aeroporto às 21h10 e quem tinha voo às 21h acabou perdendo.

"Padrão FIFA" na saída do estádio

“Padrão FIFA” na saída do estádio

Com o meu voo marcado para as 22h30, fui fazer o check in e voltei para a praça de alimentação para comer algo e percebi toda a falta de estrutura de um aeroporto internacional no Brasil. A “praça de alimentação” possui duas lojas: uma de massas onde você escolhe os ingredientes e outra de hambúrguer. O espaço é minúsculo e comporta no máximo cem pessoas sentadas e naquele momento todos os lugares estavam ocupados e algumas pessoas estavam comendo macarrão em pé e ainda tinha aproximadamente 50 pessoas na fila para fazerem pedidos nas duas lojas. Com a demora no atendimento, vi que seria impossível fazer o pedido e comer em 50 minutos. O jeito foi comer um lanche em um dos três quiosques espalhados pelo aeroporto.

Assim terminou para mim a Copa das Confederações. Uma competição que tinha tudo para ser uma experiência bem legal, mas devido a falta de organização e estrutura para receber turistas acabou se tornando extremamente cansativo.

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