Grêmio Novorizontino e a Copa São Paulo de Futebol Júnior

Quem acompanha o FDB sabe que estou longe de ser fã da Copa São Paulo de Futebol Júnior e sempre a critico como uma “feira de atletas”, mas domingo passado decidi fazer um passeio diferente…

Eu estava de férias no Vale Formoso, distrito de Novo Horizonte, olhei a tabela da Copinha e resolvi: simbora conhecer o estádio Jorge Ismael de Biasi, palco do jogo da final do Paulistão de 1990. Grêmio Novorizontino (leia aqui sobre a volta do Tigre) x Desportiva Ferroviária.

E 13h50 lá estou eu… Na porta do setor coberto – lembrando que a Copinha não tem cobrança de ingresso na maioria dos jogos.

Uma linda versão do hino nacional em viola acústica, e em campo, perfilados, um troncudo time capixaba e um franzino escrete novorizontino loucos para jogar para os mais de 3.000 presentes – quase 10% da população. A cidade compra o time. Não tem explicação da “licença” da equipe no que depende da torcida da cidade.

Em tempo: a explicação do time franzino está na faixa etária: os atletas tem de 15 (completando 16 em 2013, o limite mínimo da competição) a 17 anos.

Com a bola rolando no forno do Tigre (não há exagero: sentar ali, só com o chinelo na bunda… Apenas a camisa não resolvia), a equipe da casa foi pra cima, e fechou, com um passeio, o primeiro tempo em 3×0. E era pra ter sido uns 6, não fosse a inexperiência do jovem camisa 10 Alisson, que perdeu boas chances mesmo tendo feito o terceiro gol.

No segundo tempo – que só assisti, pois o céu acinzentou, surgiu o vento, e foi possível, após três copos de água, manter-me no local – aos 21 minutos, quando a Desportiva já havia descontado de pênalti e o time local já havia feito as três substituições, muitos outros jogadores foram sentindo o cansaço e jogando no sacrifício. O bom centroavante Batista, que foi um dos poucos que resistiu sem uma queda, me chamou a atenção por não perder um lance no jogo de corpo para os zagueiros grenás. O meia atacante Alan e o capitão do time (não lembro o nome agora) foram outros bons destaques.

Cabe também destacar os bons trabalhos do técnico Alex Garcia e do presidente, Genilson, ex-atacante do time vice-campeão paulista de 90, que faz questão de deixar claro que o amor move o “novo” Novorizontino. Mas é preciso gerir com a razão!

Asterisco

A primeira rodada teve alguns destaques, como as goleadas do Audax-SP, Internacional, São Paulo e Palmeiras e os tropeços de Corinthians e Flamengo. E inclusive, muito mais equilíbrio e menos sovas homéricas como em edições anteriores. Mas começo não é muito parâmetro mesmo. Afinal, com 100 times, não se espere mais que a tradicional “feira de atletas”.

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