O Fino da Bola

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O novo uniforme do Corinthians

Na última quarta-feira o Corinthians estreou o seu novo uniforme. O modelo foi inspirado no uniforme do time campeão brasileiro de 1990, na minha opinião uma homenagem muito justa.

camisa

Nem o mais otimista dos corintianos diria no começo do campeonato que aquele time terminaria como campeão. Com jogadores medianos e com Neto sendo o grande destaque do time, o Corinthians conseguiu superar no mata-mata, equipes bem melhores como Atlético-MG, Bahia e na final o São Paulo.

Foi a partir do título brasileiro de 1990 que o Corinthians começou a se tornar um time realmente grande. Desde 1959 quando os campeonatos nacionais começaram a ser disputados, o Corinthians tinha chegado apenas a uma final em 1976, ocasião em que perdeu para o Internacional, mas a partir da segunda final onde conseguiu conquistar o Campeonato Brasileiro pela primeira vez, o Corinthians se transformou em um time que começou a brigar por títulos nacionais.

Se em 31 anos de disputas o Corinthians chegava apenas a sua segunda final de um torneio nacional, nesses 22 anos após a conquista do Brasileiro de 1990, o Corinthians conquistou mais quatro Brasileiros, três Copas do Brasil e ainda foi duas vezes vice-campeão Brasileiro e duas da Copa do Brasil. Além dos três títulos internacionais com a conquista da Libertadores e de dois mundiais.

Que mais homenagens como essa possa acontecer no futuro, para que equipes que foram marcantes na história do clube sejam sempre lembradas pela diretoria e pelos torcedores.

Os motivos do corinthians campeão

Série B nunca mais

O time foi um dos únicos que superou com louvor o fantasma do rebaixamento e como poucos o que conseguiu sair desse trauma renascendo das cinzas.

Guerra ao terror

Blindou o time contra a selvageria da torcida que antes tinha muito mais força para destruir do que para apoiar e criava grandes confusões ao invés dos espetáculos de hoje em Continue lendo

Papo do Fino PodCast de Futebol e Esportes Programa 106 Futebol Argentino

No ar, o Papo do Fino, úlll podcast do Futebol e Esportes do blog O Fino da Bola.

Nesse programa Edu Zanardi, Rodrigo Bronquinha e Andre ‘Caniggia’ Bigoto desmistificam o Futebol Arrrrentino.

O início do futebol na Argentina; o Charles Miller hermano; los 5 grandes; o domínio continental; o casting da seleção argentina; Diego Maradona; Di Stéfano vendido; Apertura, Clausura e o regulamento Continue lendo

Santos no Mundial (parte III)

Os anos 60 foram gloriosos para o Santos Futebol Clube. Uma década de muitos títulos, reinado absoluto de um time inesquecível. 

Os anos 70 vieram, o time já não era mais o mesmo, o reinado de Pelé estava chegando ao fim e a supremacia de títulos também.  

Nos anos 80, um rápido lampejo com o título paulista de 1984, comandado por Serginho Chulapa

Daí em diante, o time praiano virou refém do seu passado de glórias, foram 18 anos sem nenhum título de expressão. Até que em 2002, surgiram os novos meninos da vila, e, comandados por Diego, Robinho e Elano, levantaram a taça do Campeonato Brasileiro em cima do rival Corinthians.   

O Santos renascia e voltava a disputar a Taça Libertadores depois de longos 19 anos.  

O time fez uma campanha irretocável na competição de 2003, chegou à final invicto. 

Na final disputada contra o Boca Juniors, o Santos foi vitima da inexperiência de seu time jovem e sucumbiu diante dos argentinos. Embalados por Carlitos Tevez, o Boca venceu os dois jogos, em La Bombonera  por 2 a 1, e no Morumbi por 3 a 1.  

A derrota foi um balde de água fria para os torcedores. Contudo, o Santos havia voltado a ser um dos principais clubes do país e trilhou um caminho de vitórias nos anos seguintes. 

O ano de 2011 chegou, na equipe praiana se consolidavam duas jóias raras do futebol, Paulo Henrique Ganso, um clássico camisa 10 como há muito não se via, e Neymar, um moleque atrevido, jogando um futebol de encher os olhos. 

Muricy Ramalho assumiu a equipe no meio do Campeonato Paulista e levou o time ao bi campeonato. Na Libertadores, apesar da campanha de início irregular, com a chegada do novo técnico, o time adquiriu mais consistência  e classificou-se em segundo do grupo. 

O Santos credenciou-se como finalista da competição deixando pelo caminho América do México, Once Caldas e Cerro Porteño. Sempre vencendo o primeiro jogo pelo placar mínimo e empatando o seguinte. A equipe incorporou o espírito copeiro que a Libertadores exige, e tinha em Neymar o diferencial necessário. 

Neymar, sempre ele! Comandando o Santos na final contra o Peñarol.

Na final, o Alvinegro encarou o Peñarol, empatou em zero a zero no Uruguai e ganhou por 2 a 1 no Pacaembu, gols de Neymar e Danilo no primeiro tempo. Durval fez contra aos 34 do segundo tempo, mas já não dava mais tempo pra reação uruguaia, o Santos foi superior durante toda a partida.

O Santos sagrou-se tricampeão da Taça Libertadores da América, voltou a ser dono do continente após 48 anos.

O sonho de voltar a  disputar o Mundial de Clubes tornou-se realidade. O presente vitorioso fundiu-se ao passado glorioso. O Santos Futebol Clube agigantou-se para o mundo!  

No Japão, o Santos enfrentará o vencedor do confronto entre o campeão da Liga Japonesa (ainda a definir) e o Al-Sadd, campeão da Liga dos Campeões da AFC (Confederação Asiática de Futebol). 

Se os deuses do futebol permitirem, o confronto final será contra o Barcelona, um dos jogos mais aguardados dos últimos tempos.

Messi, Iniesta e Xavi versus Neymar, Ganso e Elano

O clube da Catalunha, que encanta com seu futebol de toque de bola, que venceu quase tudo nos últimos tempos, contra o glorioso Alvinegro Praiano, sem dúvida, o melhor time das Américas atualmente.  

Faltando menos de 1 mês para a competição, os corações santistas estão ansiosos e confiantes para pintar pela terceira vez o mundo de preto e branco.

Estaremos ligados e traremos o fino da bola dessa história, que certamente entrará para as inesquecíveis do futebol mundial. 

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Santos no Mundial – parte 1/3 – A primeira conquista – Um baile no Benfica de Eusébio

Santos no Mundial – parte 2/3 – O Bicampeonato – A batalha contra o Milan

 Todos os gols do Santos na Libertadores 2011 – A conquista do tri

 

Inter e Mazembe na final do Mundial Interclubes 2010

No próximo sábado (18/12 às 15h00) Internazionale e Mazembe disputam o título do Mundial Interclubes. Uma final inédita entre europeus e africanos e blá blá blá…

A Inter de Milão dispensa apresentação… se bem que tem torcedor que confunde o mascote da equipe, uma cobra, hoje estampada na lateral da camisa nº2, com um dragão!

Mas e o tal do Mazembe?

O TP Mazembe Englebert – TP = Tout Puissant = Todo Poderoso – foi fundado em 1932 por monges beneditinos na cidade de Lubumbashi, na República Democrática do Congo (antigo Zaire).

Os alvinegros mandam seus jogos no Stade de La Kenya, com capacidade para 35 mil pessoas.

O Mazembe já venceu o campeonato congolês 10 vezes e a Copa do Congo outras cinco. É duas vezes bicampeão africano (67/68 e 09/10) e ainda tem no currículo uma Supertaça Africana.

Em 2009 os africanos caíram nas quartas-de-final do Mundial, perdendo de 2×1 para o Pohang (pittsburg) Steelers. Agora, em sua segunda participação, o Mazembe chega à final do torneio contra a Inter, que tem 100% de aproveitamento em mundiais (64 e 65).

Bom, agora ficou mais fácil torcer para o time do goleiro do popô saltitante, pois sabemos tudo sobre essa sensação do futebol e orgulho da FIFA. Quer dizer, quase tudo…

Eu ainda não consigo entender porque eles têm um crocodilo no símbolo, mas são conhecidos como Les Corbeaux (os corvos)???

A Libertadores mais fácil de todos os tempos

Teremos um brasileiro no final do ano em Abu Dhabi decidindo com a Internazionale o Mundial  de Clubes, antes mesmo de sabermos quem é o time que vai decidir a final.

Essa é a Libertadores de América mais baba de todos os tempos. Sem a presença dos dois maiores assobramentos brasileiros, River Plate e Boca Juniors, e com um finalista que não pode representar o continente (já que por regra um time mexicano, por pertencer a CONCACAF, não pode representar a CONMEBOL).

Só a passagem para a final garante lugar no palco mais desejado pelos times brasileiros. Não teria maneira mais fácil e caminho mais curto para se conseguir o emblema dourado da Fifa estampado no peito em 2011.

Eu pessoalmente acreditava que essa Libertadores dificilmente não seria vencida por um time brasileiro.

Como torcedor tricolor que sou, ainda acredito que chegaremos ao tão sonhado título, mas no começo da competição temia pelo pior dos pesadelos para nós paulistanos: o Corinthians como campeão! Tinha o melhor time, muito bem entrosado, Roberto Carlos jogando o fino da bola, Ronaldo com sua estrela para decidir, uma zaga consistente, enfim, tava claro, racionalmente pensando, que seria difícil tirar esse título do Parque São Jorge.

Por outro lado tínhamos o Flamengo, que ainda gozava do império do amor (sem trocadilhos) mas sem outras opções. Cruzeiro com Kléber, que no ano passado chegou a final, aparecia com muita força, mas quis o destino que os dois times que perdurariam na competição seriam os últimos brasileiros campeões da mesma.

Hoje, o Morumbi será o palco da maior partida entre times brasileiros do ano, isso não é garantia de um bom jogo, mas veremos finalmente o campeão da Libertadores mais fácil de todos os tempos.

- O Internacional, franco favorito, joga por qualquer empate e pode perder de até um gol de diferença (menos 1 x0 que leva a decisão para os pênaltis)?

- Ou o São Paulo, desacreditado por sua torcida, com complexo de vira-latas, que nas últimas 4 vezes que participou da competição caiu para times brasileiros?